Dani Machado



Não foi dessa vez!

Rejeitada a proposta do Ministério da Fazenda, que negociava uma isenção de CPMF para quem ganhava até R$ 4,3 mil por mês, os trabalhadores continuarão pagando esse tributo.

Em uma vitória do Governo, o relatório da senadora Kátia Abreu foi derrubado por 12 votos a 8. Se conseguir aprovar em plenário, serão mais 40 bilhões de reais para investir na saúde só em 2008!

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, também teve que ceder em uma tentativa de isentar 13,5 milhões de pessoas de arcar com mais essa “contribuição”. No total, seriam 40 milhões de brasileiros livres da CPMF. Atualmente, é isento quem ganha até R$ 1.140,00 por mês.

moedas.jpgPorém, em acordo com os aliados, Mantega conseguiu a isenção para quem ganha até R$ 2.894,00 por mês. O ministro teve que ceder ainda em seu gasto anual com pessoal: seu limite ficou em 2,5% do PIB mais a inflação.

Para o operador de tele-marketing Clayton Panta, já é uma vitória. “Sou contra, até porque ele já deveria ter acabado faz tempo. Como sou obrigado a pagar, fico indignado, pois não vejo o retorno do meu dinheiro em serviço”, diz ele. Dependente de hospital público, lembra de bons e maus momentos em que dependeu do SUS: “Meu filho nasceu em hospital público e foi muito bem tratado, mas quando eu ou minha mulher precisamos de tratamento, tudo é difícil!”. Com um salário de R$ 2.500,00, Panta torce pelo fim do imposto.

A empresária Maria Almira Flores também está na torcida, mas lembra que poucos se mobilizam para ganhar essa batalha. “Não vejo muita mobilização do povo brasileiro. O que vejo é uma tentativa de diminuir impostos, quando muitos nem sabem do que se trata exatamente a CPMF”, afirma ela. Além disso, aponta que quem vai decidir são os políticos que nós elegemos. “Quem vai decidir essa situação são os políticos que nós colocamos onde estão. Então, teremos o que merecemos!”, diz ela.

Pelo país, protestos vão surgindo tentando acabar com a essa “Contribuição Provisória”, mas até agora nada foi definido. É bem provável que o plenário só vote no fim do ano, entre 20 e 23 de dezembro, quando a mídia estará voltada para as festas de Natal e Reveillon, em uma tentativa de minimizar o impacto.

Bobagem. Quando chegar janeiro, vai ter muita gente indignada com o início de mais quatro anos de muita contribuição e pouco retorno.


Deixe um comentário

(obrigatório)

(obrigatório)



Formatando o seu comentário
Voltar para o topo | Área de texto: Maior | Menor